Muitos pais têm essa dúvida: As birras do meu filho são normais ou será que ele tem algum transtorno?
Seria TEA ( Transtorno do espectro autista), TDAH (Transtorno e Déficit de Atenção com Hiperatividade) e o TOD(Transtorno Opositivo Desafiador)?
Para esclarecer essa dúvida eu vou te explicar as características de cada um desses transtornos.
Comportamentos como desobediência, choro, birra acompanhado de descontrole emocional ao ser repreendido ou ouvir um “não!” são comuns de 1 até os 4 anos da criança, no entanto, quando os pais não sabem como agir nesta faixa etária e o comportamento da criança pode se agravar a partir dos 4 anos e se transformar em TOD.
Para o diagnóstico de TOD (Transtorno Opositivo Desafiador ) são necessários pelo menos quatro dos seguintes sintomas:
1) encoleriza-se frequentemente;
2) discutir com adultos ou figuras de autoridade;
3) costuma desafiar as regras dos adultos;
4) faz coisas deliberadamente para aborrecer a terceiros;
5) culpa os outros pelos seus próprios erros;
6) se sente ofendido com facilidade;
7) tem respostas coléricas quando contrariado; e
8) é rancoroso e vingativo quando desafiado ou contrariado.
Este “transtorno” se desenvolve quando acontece da criança ter um temperamento colérico e sanguíneo que são temperamentos de enfrentamento e junto com isso um ambiente onde na interação com a criança com seus cuidadores estes entram em disputa de poder para que elas obedeçam. Normalmente se desenvolve quando você ordena que a criança faça algo que você quer ou que precisa ser feito naquele momento, desrespeitando as necessidades da criança por autonomia ou o tempo da criança para finalizar uma brincadeira.
Logo, antes de se opor a você, antes de te agredir ou te desrespeitar, note que foi a criança que foi desrespeitada primeiro na sua autonomia ou desejo de brincar um pouco mais e a oposição dela vêm deste sentimento de se sentir desrespeitada. Mas pode acontecer também do adulto ser permissivo e não estabelecer limites de forma emocionalmente saudável fazendo com que a criança não desenvolva tolerância à frustração e desrespeite as necessidades dos outros para conseguir o que quer.
No entanto, quando os adultos mudam sua forma de conduzir a educação de seus filhos sem autoritarismo ou permissividade, mas estabelecendo limites de forma respeitosa, o transtorno desaparece.
O problema é que muitas vezes os pais não sabem como estabelecer limites com respeito, tentam de tudo e nada resolve, até que depois de procurar psicólogos e neuropediatras são orientados a medicar a criança, mas isso só é interessante para a indústria farmacêutica. Porém, os pais e professores acreditam que esta é a solução porque de fato funciona já que a criança fica dopada e desta forma não dá mais trabalho na escola nem em casa, mas isso só mascara a origem do problema, pois tira de você a oportunidade de descobrir que existem recursos educativos alternativos para acabar com o TOD sem deixar seu filho dopado.
Somente quando você for orientada a modificar a forma de interagir com sua criança é que o transtorno irá desaparecer de verdade, pois a origem do problema é o despreparo e falta de orientação dos pais para lidar com seus filhos já que diferente do que você imaginava, educar não é instintivo.
Já o TEA- Transtorno do espectro autista é um transtorno mental de desenvolvimento que não tem cura e a origem ainda é desconhecida.
Nessas crianças as birras acontecem porque elas são mais sensíveis a estímulos sensoriais como toque ou o som e têm uma reação extremada fazendo birras e escândalos. Essas crianças necessitam de uma rotina rígida, porque pequenas alterações na rotina causam sofrimento e provocam as birras. Mas além das birras o TEA vem acompanhado de atraso na fala, dificuldades de comunicação e de interação social, falas ou movimentos estereotipados ou repetitivos, fixação grande por determinado tema como aspiradores de pó, dinossauros, futebol buscando de uma forma obsessiva conhecimento e sobre minúcias desses assuntos, ou seja, não é só a birra que caracteriza o autismo, tem todas essas outras características. O tratamento é medicamentoso e com o psicólogo que irá aplicar o Método Denver. Esse método estimula a interação social promovendo o desenvolvimento da criança para que ela tenha mais autonomia.
No TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A criança também pode apresentar birras, mas além disso, observa-se uma dificuldade em prestar atenção a detalhes e tarefas, parece não escutar quando se fala diretamente com ele (a), perde coisas. Se a Desatenção vier acompanhada de hiperatividade a criança apresenta inquietude motora, dificuldade em ficar sentado, problema em terminar tarefas do dia a dia e impulsividade: Fala muito, explode em respostas antes das questões serem completadas, tem dificuldades em esperar a sua vez e interrompe os outros. Geralmente os pais querem obrigar a criança a obedecer, ficar quieta, sentada e como ela não consegue começa a desafiar os pais e fazer birras fazendo com que os pais acabem perdendo a paciência. O tratamento é com terapia onde o psicólogo pode fazer atividades para ajudar a criança a manter o foco e a atenção, assim como a ficar mais tempo sentada para fazer uma atividade. E pode ser medicamentoso também para melhorar as atividades do cérebro que não são muito ativas, aumentando a atenção e concentração e diminuindo a impulsividade.
Então resumindo, no TDAH e no TEA o tratamento é com acompanhamento com um psicólogo e pode incluir medicação, sendo que no TEA a terapia tem que ser com especialista em método Denver.
Já no TOD é necessário que os pais e cuidadores recebam orientação para educar a criança que está adoecida pelo ambiente em que ela está inserida com pessoas de boas intenções, mas que não sabem como agir e precisam de orientação.





